quinta-feira, 21 de maio de 2009


A ultima noticia que tive dele foi:

- Me espera nos banquinhos lá em baixo, já já eu to chegando aí.

Eu estava ficando com medo. Será que, pela primeira, vez me dei mal com “meus encontros com desconhecidos”?.

Em Barra Funda a rodo ferroviária já começava a descansar de seu intenso movimento diário, ficando cada vez mais vazia. Pensei em ir perguntar para algum segurança se por acaso não conheciam algum hotel próximo dali para eu passar a noite, mas, olhei para o lado e o vi ao longe. Era ele, eu sabia que era. Exatamente como eu o imaginava. Meu coração quase saiu pela boca de excitação. Quando dei por mim ele já estava ao meu lado com um sorriso safado no rosto.

- Oi linda, achou que eu não viria?

- Achei “quase” isso. Estava com medo por que a rodo está ficando vazia e tals...

Fui recompensada pela espera com um beijo delicioso. Um hálito fresco com gosto de canela (ainda hoje compro trident de canela para sentir o gosto da boca dele) e quente com sabor de desejo. Ele tem uma boca macia que envolve a minha, enquanto sua mão em minha nuca segurava firme meu cabelo (o que me arrepiou por inteira).

- Hummmmmmm, que delicia de beijo, "moço"!

- Pois eu acho melhor você parar de me beijar, eu tenho algo que você não tem... Pode não pegar muito bem quando eu levantar daqui (risos).

Confesso que essas palavras me deram mais vontade ainda de beijá-lo e sentir o quanto ele estava excitado em ter-me ali pertinho dele...

O trem chegou, embarcamos rumo ao hotel.

- E esse decote desse tamanho? Disse ele, com uma cara de safado olhando para os meus seios (daria tudo para olhar aquela carinha de safado novamente)

- Ah "moço", nem está tão grande assim. Respondi puxando a blusa.

- Viajou com alguém ao seu lado?

- Hahaha... Não, eu vim sozinha a viagem inteira. Essa pergunta é só por causa do conto da viagem? (risos)

- É! Eu tenho ciúmes, sei la. Fiquei imaginando se teria alguém do seu lado.

- Bobo...

Eu estava onde queria estar, sentindo o homem que a tanto tempo eu queria sentir (ok, nem tanto tempo assim, mas, para mim parecia uma eternidade) e numa ansiedade gigantesca para chegar logo ao hotel.

- Chegamos! Vamos por aqui... Você deixou para avisar muito em cima da hora, se eu tivesse certeza antes que você viria, teria feito reserva em algum hotel.

- Isso não é verdade, "moço". Você já sabia que eu viria te avisei desde o começo da semana.

- É, mas eu só tive certeza quando você chegou na rodoviária (risos).

- Tudo bem, não tenho frescuras fico em qualquer um se você ficar também.

- Se incomoda se eu fumar perto de você?

- Não.

- Que bom, caso se incomodasse eu falaria pra você ir para o outro lado da rua, não deixaria de fumar por isso.

Hahahahha... Achei engraçado. Esse estilo “malvado” que sempre lia escrito por ele mesmo não combinava nem um pouco com o homem que estava na minha frente (por incrível que pareça).

Chegamos ao hotel, deixamos os documentos, pagamento, etc e fomos para o quarto.

Ele entrou, sentou-se na cama livrando-se da bolsa e do tênis. Eu parei perto da porta tirando as sandálias que estavam me matando desde as 7:00 da manha até aquela hora (aproximadamente (01:15).

Me aproximei dele....

- Me beija!

Nos beijamos, uma de suas mãos procurava desnudar meus seios e a outra segurando firme meu cabelo. Deslizei minha mão na sobre as coxas dele até sentir o volume do seu pau crescendo dentro da calça. Entendi perfeitamente por que ele pediu para eu parar de beijá-lo na rodoviária... Aquela pica tinha um volume deliciosamente considerável (hehe)...

- "Moço", espera. Vou tomar um banho rapidinho, já volto. Não desanime hein...(risos)

Peguei minhas coisas e fui para o banho. Deliciava-me com a água caindo sobre o meu corpo e com a certeza de que ele estaria me esperando para fudermos gostoso, até cansar.

Olhei para o lado e dei de cara com ele entrando no banheiro...

- Pedi pra você me esperar na cama.

- Vim me certificar de que você não vai demorar, delicia.

Hummmmmmm, que delicia de homem, que beijo maravilhoso. Ele bem branquinho, grande, um homem lindo e seu mastro era tão lindo quanto ele todo. Minha vontade era de ajoelhar-me ali em baixo do chuveiro mesmo e devorá-lo todinho.

Ele se inclina chupando, lambendo e mordiscando de levinho meus seios, enquanto seus dedos acariciam minha bucetinha... Aff! que delicia de boca, de mão, de tudoooooooooo.

Ele desligou o chuveio...

- "Moço", você nem me deixou tomar banho direito.

- Mas já ta bom, já podemos fuder gostoso agora... vamos!

- Uiiiiiiiiiiiiii (é, eu falo “uiiii” mesmo haha)

Ele sentou na beirada da cama com as pernas abertas enquanto eu ainda me secava. Aquela pica deliciosa, dura e por minha conta... hummmmm será que eu estou mesmo aqui? (risos)

- Vem cá... me beija.

- Seu pedido é uma ordem!

Beijei sua boca mas, meu corpo me puxava para baixo... eu queria abocanhar aquele pau, queria senti-lo pulsando em minha boca...

Ajoelhei-me ao lado da cama, segurava seu pau e passava a língua na cabecinha.

Eu estava me deliciando, olhando para o rosto dele com cara de “chupa logo sua vadia”. Hahhaa

- Chupa ele, coloca ele todinho na boca...

E eu só fazia que não com a cabeça e continuava apenas lambendo ele todinho...

Mas, ele segurou firme o meu cabelo, e acabou com a minha festa. Hahhaa... Eu não resisto a um puxão de cabelo... Engolia ele todinho, sentia ele em minha garganta... chupando e brincando com a lingua em torno dele... hummmmmmmm...

- Senta nele, gostosa.

Uiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii...e como resistir aquela voz deliciosa?

Senti seu mastro rasgando minhas carnes,me invadindo aos poucos...Que delicia senti-lo dentro de mim. Fudendo com vontade... Levar uns tapinhas daquelas mãos grandes... hummmmmm que delicia.

- Vou te chupar até vc gozar na minha boca, safada...

Hummmmmmm...

Sentia sua língua passando em cada milímetro da minha bucetinha, subindo e descendo, invadindo minha gruta que escorria em sua boca, meu corpo estremecia de tesão. Que oral delicioso, eu já tinha gozado quando ele parou com o oral e começou a esfregar o pau na minha bucetinha, mas, sem penetrá-lo.

- Pede pra eu te fuder...

-Me fode... mete essa pica todinha na minha bocetinha, safado, delicia...

Hummmmmmmm, e como ele mete gostoso. Passaria uma vida dando para um homem como ele.

- Me come de4... me fode todinha...

Caralhooooooo, que delicia,sentir seu corpo contra o meu... tapas na bunda, acompanhados de termo como safada, gostosa, mexe... Seu dedo invadindo meu cuzinho, meus gemidos já viravam quase gritos... delicia, gostoso, me fode....

- Eu vou comer seu cu, sua safada.

- Aaah seu pau é muito Grosso, não vai entrar não (risos) mete o dedo aí vai..

Hummm, gozei com ele falando o quanto ele queria comer meu cuzinho (risos).

-Gozou delicia? então vem cá, abre a boquinha...

Eu com a boca aberta esperando que ele gozasse, queria engolir todo o seu gozo, me lambuzar da sua porra. Olhava pra ele com “aquela carinha de pidona”, carai... era porra de mais da conta. (risos) Não dei conta de engolir, mas, que coisa mais linda ver aquele homem gozando em mim, momento digno de ser registrado com maquina fotográfica para poder reconstituir a cena com perfeição. RS

- Ta fraca no nosso propósito hein, safada?

-Desculpa, num consegui.(hehe)

Mas isso com certeza não estragaria uma noite maravilhosa.

Deitamos lado a lado, conversando um pouco, falando sobre os vídeos pornôs que passavam na televisão,sobre musica, sobre o barulho que as arrumadeiras estavam fazendo la fora me dando idéia até para escrever um conto erótico sobre a arrumadeira (muitos risos)...

Fudemos novamente, ele gozou na minha bucetinha, me comendo de 4.

Que delicia sentir sua porra quente escorrendo da minha gruta...

Em meio a um beijo, falei:

- "MOço", você fica sempre com os olhos abertos. Beija com os olhos abertos, fode com os olhos abertos...

Passando a mão no meu rosto ele respondeu:

- Tem coisa melhor pra ver, vou fechar os olhos e perder as melhores cenas?

Achei aquilo lindooo, perfeito como ele. E talvez influenciada por meus sentimentos de carinho por ele eu tenha até descrito essa cena de forma mais romântica do que realmente foi, mas acho que não. Acho que foi isso mesmo, pelo menos é essa a cena que ficou registrada aqui.

-Você vai conseguir dormir comigo?

- Claro que vou, a cama é grande.

- Ah sei la, tu falou que não dormia acompanhado.

-Você veio até aqui só pra tirar a prova disso, né?!

- Claro que não,bobinho... Eu vim pra te comer mesmo. RS

- Boa noite, Débora! Disse ele, me dando um beijinho de boa noite.

- Boa noite, delicia!

Por incrivel que pareça, eu consegui dormir (normalmente eu não consigo, quero ficar pegando na pessoa e tals. (risos)

Quando acordamos, rolou mais um pouco de sexo gostoso.

- Você volta a noite?

- Sim, se você quiser ficar comigo ainda... Eu volto!

- Ta ok! Bom serviço.

Ele me deu um beijinho e saiu para o trabalho.

E eu?

Eu passei a manha pensando nele...

Ele tinha outra pessoa especial na vida dele (que é muito especial na minha também).

Entrei na net, ele estava online e quando me viu, logo falou que não achava justo esconder isso dela, que tinha medo de magoá-la e bla bla bla.

- Ta bom... Eu conto!

E assim foi... Eu contei e ele não voltou.

- Débora, desculpe! Eu não vou conseguir voltar para o hotel, vou trabalhar até tarde.

E no dia seguinte aconteceu a mesma coisa.

Eu esperei por alguém que não voltou, mas que me satisfez por uma noite.

Era esse o nosso combinado, né?!

Serei sua durante uma noite e estarei curada da doença que estou sentido de você. E depois? Depois seguirei minha vida, voltarei aos braços daqueles que mentem que me amam, pq todos precisam de mentiras e um mundo de fantasias para viver...”

Arrependo-me de ter acreditado que ele voltaria. Arrependo-me pq acreditando nisso não dei um ultimo abraço, queria agradecer por ele ter sido alguém mais que especial. Não foi uma noite de sexo louco, foi a noite com um homem que eu desejei chamar de meu.

Pra mim, ele não voltou por causa do trabalho. Para o amor, foi para não magoá-la mais do que já tinha magoado... Mas, no final o motivo nem importa tanto assim.

Pra encerrar essa curta passagem de nós dois vou usar um trecho da musica que me fez parar para escrever...

“Mas se ela voltar, se ela voltar
Que coisa linda, que coisa louca
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos que eu darei
Na sua boca”

(Chega de Saudade – Tom Jobim e Vinício)

sexta-feira, 24 de abril de 2009


Diálogo

Toca a campainha e o homem vai abrir a porta, não sem antes dar um passo de dança. Na porta está uma mulher. No caso, “mulher” é eufemismo. Ela é mais do que isto. Se Deus fosse mandar uma amostra do Seu trabalho para concurso, mandaria ela. Preciso me lembrar desta frase para dizer depois, pensa ele.

– Alô – diz ela.
– Alô. Entre.

Ela entra e olha em volta.

– Eu sou a primeira?
– Não. Desde os 15 anos que eu... Ah, você quer dizer a primeira a chegar. É, é.
– Bonito, seu apartamento.
– Depois que você chegou ele ficou.
– O quê?
– Bonito.
– Mmmm.

Que diálogos, pensou ele. Que diálogos! A noite prometia.

– Me dê seu casaco, sua bolsa...

Ela dá. Ele fica parado ao seu lado. Ela diz:

– Eu não vou tirar mais nada...
– Ah. Certo, certo.

Ele vai guardar o casaco e a bolsa. Ela examina a sala do apartamento. Em cima da mesa de centro há um balde com uma garrafa de champanhe em água gelada e dois copos compridos. O homem volta. A mulher diz:

– Você não falou que ia ter uma festa?
– Onde você estiver, é uma festa.
– Mas você disse que haveria convidados.
– Sim.
– Eu só vejo dois copos.
– Yes.
– E os outros?
– Que outros?
– Os outros convidados.
– Mmm. Sim. Bem. Se eles chegarem, eu...
– “Se”? Quer dizer que eles podem não vir?
– Pode ter havido um esquecimento.
– Eles podem ter se esquecido de vir à festa?
– Ou eu posso ter esquecido de convidar...
– Já vi tudo. A festa é só nós dois.
– Eu prefiro grupos pequenos. Você não?

Que timing. Que marcação. E não tem ninguém gravando isto!
A mulher sorri e rodopia no meio da sala. Seu vestido branco esvoaça.
Que pernas, que noite! Ele serve champanhe para os dois. Ela fala.

– Vou avisando uma coisa...
– O quê?
– Esta noite eu sou a Cinderela.
– Cinderela? Por quê?
– Até a meia-noite me comportarei como uma dama...

Ele ensaia um passo, arqueia uma sobrancelha e pergunta:

– E à meia-noite?

Ela o afasta com a mão.

– À meia-noite eu saio correndo.
– Não há por que se preocupar. Se você é Cinderela, eu serei seu servo, seu cocheiro, seu escravo.
– Então me serve mais champanhe, servo.

Ele serve, pensando: “Tomara que ela diga que as bolinhas do champanhe fazem cócegas no seu nariz...”.

– As bolinhas do champanhe fazem cócegas no meu nariz...
– Isso eu também faço e não sou champanhe.
– O quê?
– Cócegas no seu nariz.
– Não entendi.
– Esquece, esquece.

Não se pode acertar todas, pensa ele.

– Você não quer conhecer a minha biblioteca? – pergunta.
– Quero.– Venha. Traga o seu copo.
– Mas, espere... Ali é o seu quarto.
– Minha biblioteca fica no quarto. Os dois livros, ao lado da cama.
– Então traga para cá.
– A cama?
– Os livros.

Ele a enlaça pela cintura. Rodopiam juntos, depois caem no sofá. Ele pega a garrafa de champanhe e serve mais um pouco.

– Acho que você está querendo me embebedar...

Quem diz isto é ele.

– Se você já abriu o champanhe agora, o que é que nós vamos abrir à meia-noite? – pergunta ela.
– Talvez um zíper ou dois...

Preciso me lembrar de tudo isso para contar depois, pensa ele. De algum lugar no apartamento vem a voz de Frank Sinatra.

– É meia-noite.
– Como é que você sabe?
– Meu cuco.
– Pensei que fosse o Frank Sinatra...
– A imitação não é perfeita? Ele usa até o mesmo tipo de chapéu.

Ela tenta levantar do sofá.

– Hora de ir embora...
– Daqui você não sai, Cinderela.
– Mas você não disse que era o meu servo?
– Disse.
– Pois eu estou ordenando que você me leve para casa.
– Não.
– Por que não?
– Porque bateu meia-noite e eu me transformei num rato! Feliz Ano-Novo.

Meia hora depois, ela está nua, embaixo dos lençóis, e ele está numa mesa do quarto, escrevendo.

– Você não vem? – pergunta ela.
– Só um pouquinho. Estou tomando umas notas para não esquecer nada depois. Quando você falou que o champanhe fazia cócegas no seu nariz, o que foi que eu disse mesmo?

Luís Fernando Veríssimo


I Know Where You Sleep (tradução)

Emilie Autumn

Eu conheço
Os pensamentos doentios que escorregam em volta de sua cabeça
Eu conheço
A faminta culpa que me enterrou em sua cama
Manipule-me se puder
Vá em frente e me engane como sua maior fã

Eu conheço
O orgulho arrogante que envenena a verdade que você ouve
Eu conheço
A língua arrogante que rasga seu medo
Pontifique sua estrela desbotada
Vá em frente e me mostre quem você realmente é

Você pode mentir aos jornais
Você pode esconder da imprensa
Você pode fingir no palco
Você pode rastejar da sua gaiola
Você pode procurar e destruir
Você pode matar e depender disso
Eu conheço a sua carne maculada
Eu conheço a sua alma imunda
Eu conheço cada truque que você pregou
Cada vadia com quem se deitou
Cada sonho que roubou
Eu conheço a cama no quarto na parede
Na casa onde você conseguiu o que queria e arruinou tudo
Eu sei os segredos que você mantém
Eu sei onde você dorme

Eu conheço
A doença por trás da imagem que você criou
Eu conheço
O tédio de precisar transformar tudo que ama em ódio
Seu pobre paranóico patético
É só comigo, ou você secretamente gosta disso?

Você pode mentir aos jornais
Você pode esconder da imprensa
Você pode fingir no palco
Você pode rastrear da sua gaiola
Você pode procurar e destruir
Você pode matar e depender disso
Minta, rasteje, procure, mate
Eu conheço a sua carne doente
Eu conheço a sua alma imunda
Eu conheço cada truque que você pregou
Cada vadia com quem se deitou
Cada sonho que roubou
Eu conheço a cama na parede do quarto
Na casa onde você conseguiu o que queria e arruinou tudo
Eu sei os segredos que você mantém
Eu sei onde você dorme

Você faz o papel de vítima muito bem,
Você constrói seu próprio inferno indulgente,
Você queria alguém que te entendesse,
Bem, cuidado com o que você deseja porque eu posso!
Você tem um jeito refinado de distorcer as frases
Você prepara sua armadinha
Você faz sua brincadeira
Você gosta tanto de jogos
Você não deve perder nunca
Engraçado como o único em sua cama é você

Você pode mentir aos jornais
Você pode esconder da imprensa
MINTA, RASTEJE, PROCURE, MATE

Oh meu Deus, oh meu Deus
Eu toquei em você
Não posso viver assim
Deus salve a rainha,
Eu amei você!
Não posso viver assim
Eu fodi você
Não posso viver assim

Eu conheço os pensamentos doentios que escorregam em volta de sua cabeça
Eu conheço a faminta culpa que me enterrou em sua...cama

Você pode mentir aos jornais
Você pode esconder da imprensa
Você pode fingir no palco
Você pode rastrear da sua gaiola
Você pode procurar e destruir
Você pode matar e depender disso
Minta, rasteje, procure, mate
Eu conheço a sua carne doente
Eu conheço a sua alma imunda
Eu conheço cada truque que você pregou
Cada vadia com quem se deitou
Cada sonho que roubou
Eu conheço a cama na parede do quarto
Na casa onde você conseguiu o que queria e arruinou tudo
Eu sei os segredos que você mantém
Eu sei onde você dorme

Estou te desejando muita sorte,
E, aliás,
(sua poesia é um lixo)

terça-feira, 21 de abril de 2009


Quando o vazio se faz presente...


"... Desandei até meu quarto e retirei o uniforme. Senti como se estivesse nascendo naquela hora, em um mundo de tarde fria onde só chorar era possível. Olhei no espelho do guarda-roupa, me procurando. Minha boca estava branca de dor e medo. O silêncio interminável trazia um andar sereno de todos e gestos só de desculpas.

...

Na manha do outro dia, assentado no banco de reguinha e duro, eu via o trem comendo o mundo. Parecia que toda a paisagem – árvores, casas, cercas, gados, rios – era devorada. Nada ficava para trás, a não ser a minha lembrança.

...

Assim, eu passava os dias recuperando o atrasado como se fosse possível, com ele, trazer todo o perdido de volta.

...

A casa ficou maior e cheia de silêncio. Tudo parecia se esforçar para não acordar quem deveria dormir por toda a vida. O vazio ocupou, tanto, o quarto que passei a dormir na beiradinha da cama, como se empurrada pelo novo morador. E o vazio não me deixava tocar em nada. Tudo – santo na parede, latas de talco,vidros de perfume, caixinhas de desmazelos,imagem na beira da cabeceira – tudo ficava no mesmo lugar por exigência do vazio. No nada cabe tudo. Até a poeira marcava a retirada de qualquer pertence.

..."


(trechos retirados e adaptados do livro "Ler, escrever e fazer conta de cabeça - Bartolomeu Campos de Queirós)

domingo, 12 de abril de 2009


Confesso que chorei ao ler.
Seti saudades, senti raiva, senti-me mal amada... Um sentimento de impotencia diante de palavras, fatos e verdades ditas pela metade.
Pq queremos o que não está ao nosso alcance? pq o que é "facil" não tem valor? pq eu quis tanto que não acontecesse e quando deixou de ser uma verdade eu desejei que tivesse sido?!
Esta cólica está me matando, mas, antes a cólica do que alguem seguindo mal exemplos de duas pessoas que não tomam remédio.

sexta-feira, 10 de abril de 2009


É comum eu ouvir das pessoas mais diversas uma mesma constatação: você é diferente. A maioria diz isso com uma mistura de perplexidade e entusiasmo. Dizem que na primeira vez que me encontram acham que sou quietinha, mas bastam cinco minutos para perceberem que gosto de pessoas, de falar, escutar e ser ouvida.

Alguns ficam com receio de falar com alguém que escreve da forma mais verdadeira sobre a própria vida e opiniões, como se questionassem, será que ela vai encontrar uma forma de transformar tudo que vê num texto?

Não é de se estranhar que entre um depoimento e outro as pessoas me chamem de maluca e doidinha. Eu prefiro dizer que sou alguém que vive da maneira mais intensa, e é por isso que sofro, choro, rio de todas as minhas atitudes e acabo somatizando todas as minhas emoções. Não tenho medo de fracassar, de ser rejeitada, de falhar...tento pela segunda, terceira, quarta vez. E se eu me canso? Nem um pouco. Quanto mais difícil, mais tesão eu sinto.

Teve uma pessoa que me chamou de mocréia. Fiquei passada. Ao mesmo tempo me senti importante. O que faz alguém perder seu tempo para escrever umas mal traçadas linhas ( em um português bem ruim por sinal) e dizer que eu uso as pessoas ao meu redor e propago o feminismo?

Puxa. Obrigada mesmo pelo mocréia. Sabe que faz um bom tempo que resolvi deixar meu corpo e minha mente pelada para que as pessoas pudessem mesmo rir dos meus defeitos. Olha a Lari com estrias, celulites, com medo de ser pobre e gorda, de não poder ajudar todas as pessoas, com receio de não poder comprar sua cama king size, com medo de ficar doente...

Eu mereço mesmo é que se matem de rir dos meus defeitos e minhas imperfeições. Por isso nunca liguei em ficar de calcinha e camiseta em casa, na companhia das meninas, muito menos dou importância quando as pessoas dizem que não sirvo para determinada coisa.

Minha família me apóia acima de qualquer coisa, mas meu pai em especial sempre temeu pela minha personalidade....era como se ele dissesse, filha, você não pode se expor tanto, você ainda vai sofrer com essa sua mania de brigar pelas coisas e pelas pessoas.

A bem da verdade me disseram para não perder meu tempo e aumentar o seu ibope, mas não vou negar que uma coceirinha me pegou o dia todo. Sabe que eu não sou nem um pouco modesta viu, defendo com unhas e dentes tudo aquilo que eu publico, todos os personagens que construo, dos mais encantadores aos mais idiotas. Sim, qualquer pessoa, homem ou mulher, velho ou nova, basta conversar comigo e servirá de inspiração para alguma coisa.

Vivo para contar histórias, para me despir de todos os meus preconceitos, me exploro, me sacaneio propositalmente. Como é que você acha que isso aqui ainda existe? No dia em que eu não puder extravazar e colocar para fora todo o sentimento que não cabe em mim, posso me considerar um defunto autor.

A mocréia não é feminista, muito menos machista. A mocréia é mocréia. Basta.


Texto escrito pela Mocréia (nome fictício), mas, como me identifiquei total com o texto, aqui está.
Minha fake e eu nos identificamos até nisso... hahaha

sexta-feira, 20 de março de 2009


Uma viagem inesquecível...

Estava com uma viagem marcada, teria que passar em casa correndo buscar a bagagem e voltar para a rodoviária, depois de um dia cansativo de trabalho.

Fazia um calor fora do normal em Curitiba e como estava indo para o Rio de janeiro, resolvi que iria com uma roupa fresca mesmo. Tomei banho, vesti a primeira saia que encontrei no guarda-roupas, uma blusinha branca decotada e uma sandália salto Anabela por ser confortável...

Fui para a rodoviária toda apressada e rezando para que a pessoa que ocupava o banco ao lado do meu não fosse uma beata nem um senhor bêbado.

Cheguei alguns minutos adiantados, o ônibus já estava encostado, mas os passageiros mal tinham começado a embarcar. Já de inicio pensei...

-Estou com sorte, minha bagagem é pequena... Uma fila a menos para enfrentar.

Embarquei e me acomodei no acento da janela (que não era o meu), poltrona 39, bem no final do corredor. De lá fiquei observando as pessoas que aguardavam para guardar sua bagagem.

Um rapaz em meio aquela muvuca me chamou atenção, ele era alto (algo em torno de 1,85), pele clara (quase ruivo), aparentando uns 25 anos. Estava com uma roupa bem informal, calça jeans, uma camiseta de banda de rock, e calçava um all star. Ele esperava calmamente, fumando um cigarro, enquanto as outras pessoas estavam impacientes com o rapaz do bagageiro.

De repente sorri imaginando... “bem que poderia ser ele o meu companheiro de viagem”.

Desviei o olhar ao perceber que ele estava olhando para os meus olhos enquanto eu o fitava de cima a baixo...

Finalmente o motorista veio se apresentar e pedir para que todos se acomodassem, etc.

Achei maravilhoso, pois, até então, ninguém tinha vindo reclamar seu acento (odeio viajar no corredor, mas quando comprei a passagem não tinha mais “janelas”)...

-Estou realmente com sorte, meu companheiro de viajem deve ter perdido a hora (risos).

-Desejo a todos uma boa viagem, disse o motorista.

Nisso o rapaz que minutos antes, estava tranqüilamente fumando seu cigarro, apareceu no corredor...

Ele veio avançando o corredor em minha direção, verificando os números das poltronas.

Ao que ele se aproximava pensei... “acho que estou com mais sorte do que imagina”.

- Olá! disse ele...

- Oi, desculpe...estou em seu lugar não é mesmo?! (risos)

- Pois é, mas se você fizer questão de viajar na janela, pode ficar moça, por mim tudo bem. E sentou-se ao lado.

Fiquei meio sem reação, além da sua estrutura física, ele tinha uma voz linda e trazia em mãos um livro... “Sinal de que é um rapaz culto, adooooro”!

Sorri, mas pensei melhor...

- Moço, pode sentar no seu lugar. Levantei-me, apoiando no banco, passei em sua frente (no intuito de que ele me enxergasse mesmo). O espaço entre um banco e outro era apertado então ao passar, esbarrei meu corpo no dele...

Huummmmmmmm, essa viagem promete.

- Como é seu nome?

- Quer só o nome, ou posso anotar meu telefone também?!

- Hihihi, Por enquanto pode ser só o nome mesmo.

- Eu prometo que até o fim dessa viagem eu te conto, pode ser?

- Hum... garoto misterioso, pode ser sim.

 

Seguimos conversando, papo vai papo vem, e nada de ele falar o seu nome...

Falou que assim como eu, estava viajando a trabalho, que está morando em Curitiba, mas tinha alguns negócios para resolver no Rio de Janeiro e na volta, passaria por São Paulo para visitar a família.

Percebi que volta e meia ele olhava para as minhas pernas, decote, e, enquanto eu falava, ele olhava fixamente para minha boca. Isso me deixava sem graça e ao mesmo tempo excitada.

Enquanto estava falando, sem querer, esbarrei a mão na sua coxa...

- Desculpa. (risos)

- Imagina, pode esbarrar o quanto quiser, estou aqui pra isso mesmo. Hahaha.

Fiquei corada e, ao mesmo tempo, empolgada por ver que se tratava de um homem sem rodeios, sem frescuras, alguém carismático e espontâneo.

O cansaço foi batendo e fechei os olhos fingindo que estava dormindo.

Com os olhos entreabertos percebia que ele não parava de olhar para o meu decote, eu estava adorando vê-lo assim...

Virei-me para o lado dele, o que fez com que o meu decote ficasse ainda maior, como ele era alto, com certeza conseguia ver por dentro da blusa os bicos dos meus seios (seios de médio para grande, e firmes). Com o vai e vem do ônibus deixei meu corpo deslizar no banco, até encontrar com o copo dele. Seu braço ficou entre meus seios. Ele mal se mexia, mas não parava de olhar, percebi um volume crescendo em sua calça...

O ônibus balançou mais forte, fiz de conta que acordei e fiz uma cara de “foi mal”, me virando para o outro lado... Agora com o bumbum virado pra ele...

Estava de saia curta, sentindo um friozinho dentro do ônibus, empinei ainda mais minha bunda para ele, me encolhendo no banco...

Sentia seu dedo deslizando de leve no meu bumbum (bunda grande, redonda e beeem grande), fazendo movimentos de leve, depois passando levemente pela minha coxa desnuda... Comecei a sentir sua mão mais pesada entre minhas pernas, como se quisesse afastá-las.

Fiz de conta que acordei em um susto.

Ele fez de conta que estava dormindo...

- Eih, amigo... Posso levantar o “braço” do banco?... Isso está me incomodando...

-Claro que pode, delicia...

Aquele “delicia” soou como musica, mas fiz de conta que não ouvi, apenas sorri e agradeci.

Virei novamente pra ele, me ajeitei de modo que os bicos dos meus seios ficassem nitidamente a mostra...

Mais uma vez com o sacolejar do ônibus, meu corpo foi em encontro ao dele.

Deixei que minha mão caísse sobre o volume de sua calça (ainda fingindo que estava dormindo).

Ouvi sua voz falando baixinho...

- Você está doidinha por ele, que eu sei. Está tão afim dele quanto eu estou de erguer a sua saia e transar com você aqui mesmo...

Eu só ri baixinho...

Ele me segurou pelo cabelo, levantou meu rosto e me beijou... Um beijo maravilhoso, molhado, mordido, e cheio de tesão... Minhas mãos deslizavam pelo seu corpo... A mão dele deslizava entre as minhas coxas... Sentia ela subindo ao encontro da minha gruta quente e úmida...

- Sua safada, eu percebi sua malicia ao me olhar, antes mesmo de entrar no ônibus... Sabia que você estava doidinha pra eu te fuder gostoso... Ta gostoso com a minha mão na sua bucetinha tá? Você não sentiu nada ainda...

- Hummmmmm... Ta uma delicia, seu safado, gostoso, achei que esfregar a minha bunda em você não seria suficiente pra tu perceber que eu estava querendo fuder gostoso contigo...

Continuamos nos beijando enquanto as mão e os “gemidinhos” corriam soltos...

Abri o zíper de sua calça deixando seu mastro a minha inteira disposição... Ele me repreendeu dizendo que alguém poderia ver...

- Se for alguém com cara de safado a gente chama pra participar da brincadeira...

- Sua safada, putinha, gostosa...

Me controlei, percebi que alguns passageiros olhavam pra trás... rimos.

Esperamos mais um pouco e começamos novamente... Ele puxou minha blusa pra baixo,deixando meus seios desnudos, apertava-os, lambia, chupava, mordiscava...

- Hummmmmmmmmmmmmm delicia... continua, cretino...

Ele mamava em meus seios enquanto sua mão acariciava minha bucetinha, deixando-a mais melada a cada “esfregada”. Eu rebolava sentindo seus dedos afundando nela... Ele puxou a calcinha pro ladinho e foi colocando um, depois dois dedos... Eu rebolava sentindo seus dedos dentro dela... Ele tirou sua mão dela e sussurrou...

- Lambe seu mel, lambe, sua cachorra, gostosa...

Eu lambi seu dedo, chupei, e fui me afastando do seu corpo...

- Onde você vai, sua safada?!

Ajoelhei-me entre os bancos, a saia ainda erguida, e eu com o bumbum virado para o corredor... puxei ele, de forma que ficasse encaixada entre as pernas dele...

Alisando seu pau, deixei o bem a mostra, e fui lambendo... passando a língua na cabecinha, fazendo movimentos circulares, passando o dente de leve... lambendo toda a extensão do seu mastro... colocando-o pouco a pouco na boca... mamando deliciosamente em sua pica... deixando ele todo babado... lambia as bolas enquanto punhetava-o... Ele segurava firme em meu cabelo e sussurrava para que eu engolisse ele todinho...

Hummmmmmmm... Sentia-o pulsando em minha boca, sentia que ele estava adorando minhas lambidas e chupadas...

Ele estava próximo ao gozo quando o motorista anunciou a parada...

Me levantei as pressas e me ajeitei. Ao olhar para o lado dei de cara com um senhor de uns 40 anos com o pau duro e me olhando...

Perguntei ao meu “companheiro de viajem” se ele acaso não tinha visto se o senhor estava nos observando... ele respondeu:

- Se estava, deve estar morrendo de inveja. RSS

O ônibus parou, ele falou que desceria pra fumar um cigarro, eu desci para ir ao banheiro e tomar água (RS)

Esbarrei com o tal senhor que estava me olhando... Ele me falou:

- Vocês não querem uma companhia brincar com vocês? Fiquei olhando sua bunda de longe e imaginando como seria delicioso meter em você de quatro...

Respondi que não, e que não sabia do que ele estava falando. (cara de pau... kkkkkkkkkkkk)

Voltamos para o ônibus...

Agora, eu fiquei na janela...

Esperamos o ônibus seguir viagem por aproximadamente 30 minutos antes de recomeçar...

Fiquei de quatro no acento, voltada para janela, com as mãos espalmadas. Eu estava totalmente exposta, excitada por ter a minha fantasia realizada. Ele lambeu de leve a minha bucetinha e o meu cuzinho. Brincou com um dedo na entrada, até que ele puxou meus quadris e o senti entrando de uma só vez seu pau invadindo minha gruta e seu dedo penetrando meu cuzinho apertado e guloso até o fundo. Senti suas bolas batendo. Hummmmm! E como tava gostoso!
Ele ia falando em meu ouvido: AAAHHHHHH… Ta gostoso ta? Goza no meu pau, que eu quero ele todo melado pra meter no seu cuzinho, goza sua safada... Não demorou muito, eu gozei e ele meteu seu pau em meu anelzinho, me fazendo gemer.. Eu quase não conseguia controlar os gemidos...

E entre palavras, gemidos contidos, eu ia sendo fodida por trás…Os movimentos eram rápidos e fortes. Os dedos de uma mão brincavam com minha bucetinha, ora penetrando, ora apertando meu grelinho. Enquanto a outra, a cada estocada, aumentava a pressão em meus seios. Eu sentia o gozo. Minha bucetinha foi contraindo… Meu buraquinho piscava…Seu cacete latejava…E assim gozamos loucamente!

Ao olhar para o lado, dei de cara com o Sr. Que havia me abordado anteriormente, sentado bem próximo e nós se masturbando e me olhando com cara de tarado...

Exaustos, adormecemos... ele já havia deixado claro que não poderíamos deixar transparecer que estivemos juntos, pois, sua namorada o esperava na rodoviária...

O motorista avisou que a viagem estava chegando ao fim, falei pra ele que assim que desembarcássemos, eu iria marcar a passagem de volta, e assim nos despedimos.

Ele desceu, beijou sua namorada e fomos cada um pra um canto.

Fui para o guichê marcar a minha passagem de volta... Marquei a passagem, tudo certo para voltar no domingo as 21:30Hs...

- Por gentileza moça, quero marcar minha passagem de volta para domingo as 21:30Hs, e,  de preferência, ao lado dessa mocinha, disse o Sr. que se masturbava ao assistir minha fantasia sexual se realizar com o paulista de pele clara, alto, e com toda certeza... DELICIOSO.

Mas a viagem de volta é uma outra estória...