sexta-feira, 24 de abril de 2009


Diálogo

Toca a campainha e o homem vai abrir a porta, não sem antes dar um passo de dança. Na porta está uma mulher. No caso, “mulher” é eufemismo. Ela é mais do que isto. Se Deus fosse mandar uma amostra do Seu trabalho para concurso, mandaria ela. Preciso me lembrar desta frase para dizer depois, pensa ele.

– Alô – diz ela.
– Alô. Entre.

Ela entra e olha em volta.

– Eu sou a primeira?
– Não. Desde os 15 anos que eu... Ah, você quer dizer a primeira a chegar. É, é.
– Bonito, seu apartamento.
– Depois que você chegou ele ficou.
– O quê?
– Bonito.
– Mmmm.

Que diálogos, pensou ele. Que diálogos! A noite prometia.

– Me dê seu casaco, sua bolsa...

Ela dá. Ele fica parado ao seu lado. Ela diz:

– Eu não vou tirar mais nada...
– Ah. Certo, certo.

Ele vai guardar o casaco e a bolsa. Ela examina a sala do apartamento. Em cima da mesa de centro há um balde com uma garrafa de champanhe em água gelada e dois copos compridos. O homem volta. A mulher diz:

– Você não falou que ia ter uma festa?
– Onde você estiver, é uma festa.
– Mas você disse que haveria convidados.
– Sim.
– Eu só vejo dois copos.
– Yes.
– E os outros?
– Que outros?
– Os outros convidados.
– Mmm. Sim. Bem. Se eles chegarem, eu...
– “Se”? Quer dizer que eles podem não vir?
– Pode ter havido um esquecimento.
– Eles podem ter se esquecido de vir à festa?
– Ou eu posso ter esquecido de convidar...
– Já vi tudo. A festa é só nós dois.
– Eu prefiro grupos pequenos. Você não?

Que timing. Que marcação. E não tem ninguém gravando isto!
A mulher sorri e rodopia no meio da sala. Seu vestido branco esvoaça.
Que pernas, que noite! Ele serve champanhe para os dois. Ela fala.

– Vou avisando uma coisa...
– O quê?
– Esta noite eu sou a Cinderela.
– Cinderela? Por quê?
– Até a meia-noite me comportarei como uma dama...

Ele ensaia um passo, arqueia uma sobrancelha e pergunta:

– E à meia-noite?

Ela o afasta com a mão.

– À meia-noite eu saio correndo.
– Não há por que se preocupar. Se você é Cinderela, eu serei seu servo, seu cocheiro, seu escravo.
– Então me serve mais champanhe, servo.

Ele serve, pensando: “Tomara que ela diga que as bolinhas do champanhe fazem cócegas no seu nariz...”.

– As bolinhas do champanhe fazem cócegas no meu nariz...
– Isso eu também faço e não sou champanhe.
– O quê?
– Cócegas no seu nariz.
– Não entendi.
– Esquece, esquece.

Não se pode acertar todas, pensa ele.

– Você não quer conhecer a minha biblioteca? – pergunta.
– Quero.– Venha. Traga o seu copo.
– Mas, espere... Ali é o seu quarto.
– Minha biblioteca fica no quarto. Os dois livros, ao lado da cama.
– Então traga para cá.
– A cama?
– Os livros.

Ele a enlaça pela cintura. Rodopiam juntos, depois caem no sofá. Ele pega a garrafa de champanhe e serve mais um pouco.

– Acho que você está querendo me embebedar...

Quem diz isto é ele.

– Se você já abriu o champanhe agora, o que é que nós vamos abrir à meia-noite? – pergunta ela.
– Talvez um zíper ou dois...

Preciso me lembrar de tudo isso para contar depois, pensa ele. De algum lugar no apartamento vem a voz de Frank Sinatra.

– É meia-noite.
– Como é que você sabe?
– Meu cuco.
– Pensei que fosse o Frank Sinatra...
– A imitação não é perfeita? Ele usa até o mesmo tipo de chapéu.

Ela tenta levantar do sofá.

– Hora de ir embora...
– Daqui você não sai, Cinderela.
– Mas você não disse que era o meu servo?
– Disse.
– Pois eu estou ordenando que você me leve para casa.
– Não.
– Por que não?
– Porque bateu meia-noite e eu me transformei num rato! Feliz Ano-Novo.

Meia hora depois, ela está nua, embaixo dos lençóis, e ele está numa mesa do quarto, escrevendo.

– Você não vem? – pergunta ela.
– Só um pouquinho. Estou tomando umas notas para não esquecer nada depois. Quando você falou que o champanhe fazia cócegas no seu nariz, o que foi que eu disse mesmo?

Luís Fernando Veríssimo


I Know Where You Sleep (tradução)

Emilie Autumn

Eu conheço
Os pensamentos doentios que escorregam em volta de sua cabeça
Eu conheço
A faminta culpa que me enterrou em sua cama
Manipule-me se puder
Vá em frente e me engane como sua maior fã

Eu conheço
O orgulho arrogante que envenena a verdade que você ouve
Eu conheço
A língua arrogante que rasga seu medo
Pontifique sua estrela desbotada
Vá em frente e me mostre quem você realmente é

Você pode mentir aos jornais
Você pode esconder da imprensa
Você pode fingir no palco
Você pode rastejar da sua gaiola
Você pode procurar e destruir
Você pode matar e depender disso
Eu conheço a sua carne maculada
Eu conheço a sua alma imunda
Eu conheço cada truque que você pregou
Cada vadia com quem se deitou
Cada sonho que roubou
Eu conheço a cama no quarto na parede
Na casa onde você conseguiu o que queria e arruinou tudo
Eu sei os segredos que você mantém
Eu sei onde você dorme

Eu conheço
A doença por trás da imagem que você criou
Eu conheço
O tédio de precisar transformar tudo que ama em ódio
Seu pobre paranóico patético
É só comigo, ou você secretamente gosta disso?

Você pode mentir aos jornais
Você pode esconder da imprensa
Você pode fingir no palco
Você pode rastrear da sua gaiola
Você pode procurar e destruir
Você pode matar e depender disso
Minta, rasteje, procure, mate
Eu conheço a sua carne doente
Eu conheço a sua alma imunda
Eu conheço cada truque que você pregou
Cada vadia com quem se deitou
Cada sonho que roubou
Eu conheço a cama na parede do quarto
Na casa onde você conseguiu o que queria e arruinou tudo
Eu sei os segredos que você mantém
Eu sei onde você dorme

Você faz o papel de vítima muito bem,
Você constrói seu próprio inferno indulgente,
Você queria alguém que te entendesse,
Bem, cuidado com o que você deseja porque eu posso!
Você tem um jeito refinado de distorcer as frases
Você prepara sua armadinha
Você faz sua brincadeira
Você gosta tanto de jogos
Você não deve perder nunca
Engraçado como o único em sua cama é você

Você pode mentir aos jornais
Você pode esconder da imprensa
MINTA, RASTEJE, PROCURE, MATE

Oh meu Deus, oh meu Deus
Eu toquei em você
Não posso viver assim
Deus salve a rainha,
Eu amei você!
Não posso viver assim
Eu fodi você
Não posso viver assim

Eu conheço os pensamentos doentios que escorregam em volta de sua cabeça
Eu conheço a faminta culpa que me enterrou em sua...cama

Você pode mentir aos jornais
Você pode esconder da imprensa
Você pode fingir no palco
Você pode rastrear da sua gaiola
Você pode procurar e destruir
Você pode matar e depender disso
Minta, rasteje, procure, mate
Eu conheço a sua carne doente
Eu conheço a sua alma imunda
Eu conheço cada truque que você pregou
Cada vadia com quem se deitou
Cada sonho que roubou
Eu conheço a cama na parede do quarto
Na casa onde você conseguiu o que queria e arruinou tudo
Eu sei os segredos que você mantém
Eu sei onde você dorme

Estou te desejando muita sorte,
E, aliás,
(sua poesia é um lixo)

terça-feira, 21 de abril de 2009


Quando o vazio se faz presente...


"... Desandei até meu quarto e retirei o uniforme. Senti como se estivesse nascendo naquela hora, em um mundo de tarde fria onde só chorar era possível. Olhei no espelho do guarda-roupa, me procurando. Minha boca estava branca de dor e medo. O silêncio interminável trazia um andar sereno de todos e gestos só de desculpas.

...

Na manha do outro dia, assentado no banco de reguinha e duro, eu via o trem comendo o mundo. Parecia que toda a paisagem – árvores, casas, cercas, gados, rios – era devorada. Nada ficava para trás, a não ser a minha lembrança.

...

Assim, eu passava os dias recuperando o atrasado como se fosse possível, com ele, trazer todo o perdido de volta.

...

A casa ficou maior e cheia de silêncio. Tudo parecia se esforçar para não acordar quem deveria dormir por toda a vida. O vazio ocupou, tanto, o quarto que passei a dormir na beiradinha da cama, como se empurrada pelo novo morador. E o vazio não me deixava tocar em nada. Tudo – santo na parede, latas de talco,vidros de perfume, caixinhas de desmazelos,imagem na beira da cabeceira – tudo ficava no mesmo lugar por exigência do vazio. No nada cabe tudo. Até a poeira marcava a retirada de qualquer pertence.

..."


(trechos retirados e adaptados do livro "Ler, escrever e fazer conta de cabeça - Bartolomeu Campos de Queirós)

domingo, 12 de abril de 2009


Confesso que chorei ao ler.
Seti saudades, senti raiva, senti-me mal amada... Um sentimento de impotencia diante de palavras, fatos e verdades ditas pela metade.
Pq queremos o que não está ao nosso alcance? pq o que é "facil" não tem valor? pq eu quis tanto que não acontecesse e quando deixou de ser uma verdade eu desejei que tivesse sido?!
Esta cólica está me matando, mas, antes a cólica do que alguem seguindo mal exemplos de duas pessoas que não tomam remédio.

sexta-feira, 10 de abril de 2009


É comum eu ouvir das pessoas mais diversas uma mesma constatação: você é diferente. A maioria diz isso com uma mistura de perplexidade e entusiasmo. Dizem que na primeira vez que me encontram acham que sou quietinha, mas bastam cinco minutos para perceberem que gosto de pessoas, de falar, escutar e ser ouvida.

Alguns ficam com receio de falar com alguém que escreve da forma mais verdadeira sobre a própria vida e opiniões, como se questionassem, será que ela vai encontrar uma forma de transformar tudo que vê num texto?

Não é de se estranhar que entre um depoimento e outro as pessoas me chamem de maluca e doidinha. Eu prefiro dizer que sou alguém que vive da maneira mais intensa, e é por isso que sofro, choro, rio de todas as minhas atitudes e acabo somatizando todas as minhas emoções. Não tenho medo de fracassar, de ser rejeitada, de falhar...tento pela segunda, terceira, quarta vez. E se eu me canso? Nem um pouco. Quanto mais difícil, mais tesão eu sinto.

Teve uma pessoa que me chamou de mocréia. Fiquei passada. Ao mesmo tempo me senti importante. O que faz alguém perder seu tempo para escrever umas mal traçadas linhas ( em um português bem ruim por sinal) e dizer que eu uso as pessoas ao meu redor e propago o feminismo?

Puxa. Obrigada mesmo pelo mocréia. Sabe que faz um bom tempo que resolvi deixar meu corpo e minha mente pelada para que as pessoas pudessem mesmo rir dos meus defeitos. Olha a Lari com estrias, celulites, com medo de ser pobre e gorda, de não poder ajudar todas as pessoas, com receio de não poder comprar sua cama king size, com medo de ficar doente...

Eu mereço mesmo é que se matem de rir dos meus defeitos e minhas imperfeições. Por isso nunca liguei em ficar de calcinha e camiseta em casa, na companhia das meninas, muito menos dou importância quando as pessoas dizem que não sirvo para determinada coisa.

Minha família me apóia acima de qualquer coisa, mas meu pai em especial sempre temeu pela minha personalidade....era como se ele dissesse, filha, você não pode se expor tanto, você ainda vai sofrer com essa sua mania de brigar pelas coisas e pelas pessoas.

A bem da verdade me disseram para não perder meu tempo e aumentar o seu ibope, mas não vou negar que uma coceirinha me pegou o dia todo. Sabe que eu não sou nem um pouco modesta viu, defendo com unhas e dentes tudo aquilo que eu publico, todos os personagens que construo, dos mais encantadores aos mais idiotas. Sim, qualquer pessoa, homem ou mulher, velho ou nova, basta conversar comigo e servirá de inspiração para alguma coisa.

Vivo para contar histórias, para me despir de todos os meus preconceitos, me exploro, me sacaneio propositalmente. Como é que você acha que isso aqui ainda existe? No dia em que eu não puder extravazar e colocar para fora todo o sentimento que não cabe em mim, posso me considerar um defunto autor.

A mocréia não é feminista, muito menos machista. A mocréia é mocréia. Basta.


Texto escrito pela Mocréia (nome fictício), mas, como me identifiquei total com o texto, aqui está.
Minha fake e eu nos identificamos até nisso... hahaha

sexta-feira, 20 de março de 2009


Uma viagem inesquecível...

Estava com uma viagem marcada, teria que passar em casa correndo buscar a bagagem e voltar para a rodoviária, depois de um dia cansativo de trabalho.

Fazia um calor fora do normal em Curitiba e como estava indo para o Rio de janeiro, resolvi que iria com uma roupa fresca mesmo. Tomei banho, vesti a primeira saia que encontrei no guarda-roupas, uma blusinha branca decotada e uma sandália salto Anabela por ser confortável...

Fui para a rodoviária toda apressada e rezando para que a pessoa que ocupava o banco ao lado do meu não fosse uma beata nem um senhor bêbado.

Cheguei alguns minutos adiantados, o ônibus já estava encostado, mas os passageiros mal tinham começado a embarcar. Já de inicio pensei...

-Estou com sorte, minha bagagem é pequena... Uma fila a menos para enfrentar.

Embarquei e me acomodei no acento da janela (que não era o meu), poltrona 39, bem no final do corredor. De lá fiquei observando as pessoas que aguardavam para guardar sua bagagem.

Um rapaz em meio aquela muvuca me chamou atenção, ele era alto (algo em torno de 1,85), pele clara (quase ruivo), aparentando uns 25 anos. Estava com uma roupa bem informal, calça jeans, uma camiseta de banda de rock, e calçava um all star. Ele esperava calmamente, fumando um cigarro, enquanto as outras pessoas estavam impacientes com o rapaz do bagageiro.

De repente sorri imaginando... “bem que poderia ser ele o meu companheiro de viagem”.

Desviei o olhar ao perceber que ele estava olhando para os meus olhos enquanto eu o fitava de cima a baixo...

Finalmente o motorista veio se apresentar e pedir para que todos se acomodassem, etc.

Achei maravilhoso, pois, até então, ninguém tinha vindo reclamar seu acento (odeio viajar no corredor, mas quando comprei a passagem não tinha mais “janelas”)...

-Estou realmente com sorte, meu companheiro de viajem deve ter perdido a hora (risos).

-Desejo a todos uma boa viagem, disse o motorista.

Nisso o rapaz que minutos antes, estava tranqüilamente fumando seu cigarro, apareceu no corredor...

Ele veio avançando o corredor em minha direção, verificando os números das poltronas.

Ao que ele se aproximava pensei... “acho que estou com mais sorte do que imagina”.

- Olá! disse ele...

- Oi, desculpe...estou em seu lugar não é mesmo?! (risos)

- Pois é, mas se você fizer questão de viajar na janela, pode ficar moça, por mim tudo bem. E sentou-se ao lado.

Fiquei meio sem reação, além da sua estrutura física, ele tinha uma voz linda e trazia em mãos um livro... “Sinal de que é um rapaz culto, adooooro”!

Sorri, mas pensei melhor...

- Moço, pode sentar no seu lugar. Levantei-me, apoiando no banco, passei em sua frente (no intuito de que ele me enxergasse mesmo). O espaço entre um banco e outro era apertado então ao passar, esbarrei meu corpo no dele...

Huummmmmmmm, essa viagem promete.

- Como é seu nome?

- Quer só o nome, ou posso anotar meu telefone também?!

- Hihihi, Por enquanto pode ser só o nome mesmo.

- Eu prometo que até o fim dessa viagem eu te conto, pode ser?

- Hum... garoto misterioso, pode ser sim.

 

Seguimos conversando, papo vai papo vem, e nada de ele falar o seu nome...

Falou que assim como eu, estava viajando a trabalho, que está morando em Curitiba, mas tinha alguns negócios para resolver no Rio de Janeiro e na volta, passaria por São Paulo para visitar a família.

Percebi que volta e meia ele olhava para as minhas pernas, decote, e, enquanto eu falava, ele olhava fixamente para minha boca. Isso me deixava sem graça e ao mesmo tempo excitada.

Enquanto estava falando, sem querer, esbarrei a mão na sua coxa...

- Desculpa. (risos)

- Imagina, pode esbarrar o quanto quiser, estou aqui pra isso mesmo. Hahaha.

Fiquei corada e, ao mesmo tempo, empolgada por ver que se tratava de um homem sem rodeios, sem frescuras, alguém carismático e espontâneo.

O cansaço foi batendo e fechei os olhos fingindo que estava dormindo.

Com os olhos entreabertos percebia que ele não parava de olhar para o meu decote, eu estava adorando vê-lo assim...

Virei-me para o lado dele, o que fez com que o meu decote ficasse ainda maior, como ele era alto, com certeza conseguia ver por dentro da blusa os bicos dos meus seios (seios de médio para grande, e firmes). Com o vai e vem do ônibus deixei meu corpo deslizar no banco, até encontrar com o copo dele. Seu braço ficou entre meus seios. Ele mal se mexia, mas não parava de olhar, percebi um volume crescendo em sua calça...

O ônibus balançou mais forte, fiz de conta que acordei e fiz uma cara de “foi mal”, me virando para o outro lado... Agora com o bumbum virado pra ele...

Estava de saia curta, sentindo um friozinho dentro do ônibus, empinei ainda mais minha bunda para ele, me encolhendo no banco...

Sentia seu dedo deslizando de leve no meu bumbum (bunda grande, redonda e beeem grande), fazendo movimentos de leve, depois passando levemente pela minha coxa desnuda... Comecei a sentir sua mão mais pesada entre minhas pernas, como se quisesse afastá-las.

Fiz de conta que acordei em um susto.

Ele fez de conta que estava dormindo...

- Eih, amigo... Posso levantar o “braço” do banco?... Isso está me incomodando...

-Claro que pode, delicia...

Aquele “delicia” soou como musica, mas fiz de conta que não ouvi, apenas sorri e agradeci.

Virei novamente pra ele, me ajeitei de modo que os bicos dos meus seios ficassem nitidamente a mostra...

Mais uma vez com o sacolejar do ônibus, meu corpo foi em encontro ao dele.

Deixei que minha mão caísse sobre o volume de sua calça (ainda fingindo que estava dormindo).

Ouvi sua voz falando baixinho...

- Você está doidinha por ele, que eu sei. Está tão afim dele quanto eu estou de erguer a sua saia e transar com você aqui mesmo...

Eu só ri baixinho...

Ele me segurou pelo cabelo, levantou meu rosto e me beijou... Um beijo maravilhoso, molhado, mordido, e cheio de tesão... Minhas mãos deslizavam pelo seu corpo... A mão dele deslizava entre as minhas coxas... Sentia ela subindo ao encontro da minha gruta quente e úmida...

- Sua safada, eu percebi sua malicia ao me olhar, antes mesmo de entrar no ônibus... Sabia que você estava doidinha pra eu te fuder gostoso... Ta gostoso com a minha mão na sua bucetinha tá? Você não sentiu nada ainda...

- Hummmmmm... Ta uma delicia, seu safado, gostoso, achei que esfregar a minha bunda em você não seria suficiente pra tu perceber que eu estava querendo fuder gostoso contigo...

Continuamos nos beijando enquanto as mão e os “gemidinhos” corriam soltos...

Abri o zíper de sua calça deixando seu mastro a minha inteira disposição... Ele me repreendeu dizendo que alguém poderia ver...

- Se for alguém com cara de safado a gente chama pra participar da brincadeira...

- Sua safada, putinha, gostosa...

Me controlei, percebi que alguns passageiros olhavam pra trás... rimos.

Esperamos mais um pouco e começamos novamente... Ele puxou minha blusa pra baixo,deixando meus seios desnudos, apertava-os, lambia, chupava, mordiscava...

- Hummmmmmmmmmmmmm delicia... continua, cretino...

Ele mamava em meus seios enquanto sua mão acariciava minha bucetinha, deixando-a mais melada a cada “esfregada”. Eu rebolava sentindo seus dedos afundando nela... Ele puxou a calcinha pro ladinho e foi colocando um, depois dois dedos... Eu rebolava sentindo seus dedos dentro dela... Ele tirou sua mão dela e sussurrou...

- Lambe seu mel, lambe, sua cachorra, gostosa...

Eu lambi seu dedo, chupei, e fui me afastando do seu corpo...

- Onde você vai, sua safada?!

Ajoelhei-me entre os bancos, a saia ainda erguida, e eu com o bumbum virado para o corredor... puxei ele, de forma que ficasse encaixada entre as pernas dele...

Alisando seu pau, deixei o bem a mostra, e fui lambendo... passando a língua na cabecinha, fazendo movimentos circulares, passando o dente de leve... lambendo toda a extensão do seu mastro... colocando-o pouco a pouco na boca... mamando deliciosamente em sua pica... deixando ele todo babado... lambia as bolas enquanto punhetava-o... Ele segurava firme em meu cabelo e sussurrava para que eu engolisse ele todinho...

Hummmmmmmm... Sentia-o pulsando em minha boca, sentia que ele estava adorando minhas lambidas e chupadas...

Ele estava próximo ao gozo quando o motorista anunciou a parada...

Me levantei as pressas e me ajeitei. Ao olhar para o lado dei de cara com um senhor de uns 40 anos com o pau duro e me olhando...

Perguntei ao meu “companheiro de viajem” se ele acaso não tinha visto se o senhor estava nos observando... ele respondeu:

- Se estava, deve estar morrendo de inveja. RSS

O ônibus parou, ele falou que desceria pra fumar um cigarro, eu desci para ir ao banheiro e tomar água (RS)

Esbarrei com o tal senhor que estava me olhando... Ele me falou:

- Vocês não querem uma companhia brincar com vocês? Fiquei olhando sua bunda de longe e imaginando como seria delicioso meter em você de quatro...

Respondi que não, e que não sabia do que ele estava falando. (cara de pau... kkkkkkkkkkkk)

Voltamos para o ônibus...

Agora, eu fiquei na janela...

Esperamos o ônibus seguir viagem por aproximadamente 30 minutos antes de recomeçar...

Fiquei de quatro no acento, voltada para janela, com as mãos espalmadas. Eu estava totalmente exposta, excitada por ter a minha fantasia realizada. Ele lambeu de leve a minha bucetinha e o meu cuzinho. Brincou com um dedo na entrada, até que ele puxou meus quadris e o senti entrando de uma só vez seu pau invadindo minha gruta e seu dedo penetrando meu cuzinho apertado e guloso até o fundo. Senti suas bolas batendo. Hummmmm! E como tava gostoso!
Ele ia falando em meu ouvido: AAAHHHHHH… Ta gostoso ta? Goza no meu pau, que eu quero ele todo melado pra meter no seu cuzinho, goza sua safada... Não demorou muito, eu gozei e ele meteu seu pau em meu anelzinho, me fazendo gemer.. Eu quase não conseguia controlar os gemidos...

E entre palavras, gemidos contidos, eu ia sendo fodida por trás…Os movimentos eram rápidos e fortes. Os dedos de uma mão brincavam com minha bucetinha, ora penetrando, ora apertando meu grelinho. Enquanto a outra, a cada estocada, aumentava a pressão em meus seios. Eu sentia o gozo. Minha bucetinha foi contraindo… Meu buraquinho piscava…Seu cacete latejava…E assim gozamos loucamente!

Ao olhar para o lado, dei de cara com o Sr. Que havia me abordado anteriormente, sentado bem próximo e nós se masturbando e me olhando com cara de tarado...

Exaustos, adormecemos... ele já havia deixado claro que não poderíamos deixar transparecer que estivemos juntos, pois, sua namorada o esperava na rodoviária...

O motorista avisou que a viagem estava chegando ao fim, falei pra ele que assim que desembarcássemos, eu iria marcar a passagem de volta, e assim nos despedimos.

Ele desceu, beijou sua namorada e fomos cada um pra um canto.

Fui para o guichê marcar a minha passagem de volta... Marquei a passagem, tudo certo para voltar no domingo as 21:30Hs...

- Por gentileza moça, quero marcar minha passagem de volta para domingo as 21:30Hs, e,  de preferência, ao lado dessa mocinha, disse o Sr. que se masturbava ao assistir minha fantasia sexual se realizar com o paulista de pele clara, alto, e com toda certeza... DELICIOSO.

Mas a viagem de volta é uma outra estória...

quinta-feira, 19 de março de 2009

Um conto feito em parceiria com um amigo mais que querido...

E não é que nossas cabeças juntas funcionam melhor que seradas? rss

Obrigada pelo carinho de sempre... (espero não ter estragado muito o seu conto).



Ela desperta sem lembranças do que aconteceu, após o soco violento que levou...

Tentou mover-se mas se viu presa - para sua surpresa, mão e pés amarrados e sentindo a dor das cordas apertadas, seus olhos vendados.

Podia apenas sentir o cheiro estranho do lugar: um misto de umidade, bolor com algo velho ou antigo, abandonado.

Quis se virar, mas ela ouviu vozes ao longe, não conseguia saber ou distinguir o que falavam chão escorregadio, percebeu que estava sem sapatos, pensou na família, quando...

Sentiu um estalo na face e apagou novamente...

Acordou com uma dor enorme no rosto, próximo do nariz e boca, lado esquerdo, sentiu algo escorrendo, como se fosse sangue.

As vozes estavam próximas, nenhuma conhecida. A dor impedia que ela se concentrasse em entender o que estavam falando, pareciam duas vozes masculinas.

Percebeu que estava em algo macio, parecendo um acolchoado ou algo parecido.

Sentiu as vozes se aproximando mais e mais, quis fazer algo para escapar, mas era tarde.

Pegaram-na pelos braços, soltaram as cordas, ela sentiu-se aliviada, quando de repente com força abrindo-os por cima de sua cabeça, um de cada, num puxão, que quase arrancou do lugar, numa dor enorme, se viu amarrada em algum lugar.

Quando fizeram o mesmo com suas pernas, deixando-as, abertas e amarradas, pressentiu algo.

Sem poder fazer nada, estava a mercê deles (dois desconhecidos)...

Suas roupas foram rasgadas a força, em meio a risos...

Estava nua, seus seios volumosos, suas pernas e coxas firmes, estavam livres.

Jogaram algo alcoólico na sua boca, foi cuspir e tentou gritar, mas levou um beliscão forte no seu mamilo, que a fez ver estrelas de dor...

Na tentativa de gritar de dor, sentiu a bebida entrando na sua boca, quase afogando-a. Teve que ouvir...

- Se não engolir, vai doer mais ainda...

Sentiu a outra mão no outro mamilo, se pensou que não agüentaria outro apertão.

Bebeu o que podia e ouvia risadas. Logo a bebida começou a fazer efeito, estava começando a ficar zonza, amortecida...

Sentiu o corpo lhe trair e relaxar, foi a deixa.

Jogaram bebida sobre o seu corpo e começaram a lambe-lo. Seu corpo arrepiava a cada toque, ela não queria, mas era uma reação involuntária...

Lamberam suas pernas, subiram, morderam suas coxas sua pele reagiu, e como estava toda exposta não teve como se mover...

Seu cheiro de mulher exalava pela umidade de sua gruta, que se entregava a cada toque daqueles brutos.

Jogaram bebida nos seus seios e cada um começou a mamar um, sentia diferenças ao toque: um era mais pesado, mordia forte, sugava, apertava e o outro, mordia seu mamilo mas era mais delicado no toque e nas chupadas.

Essa dupla sensação, até então nova, leva seu corpo a um desejo de sexo desconhecido por ela.

Já sentia sua fenda toda molhada, quando percebeu a mão de um deles invadindo-a...

Não gostava de apelidos, mas quando ouviu no pé da orelha:

-Oh dona, sua buceta ta querendo rola, né?

Começou a gostar...

Nem deu tempo pra pensar, sentiu a mão grossa no seu grelo, abrindo toda a sua “buceta”...

Não sentiu dor, apenas prazer.

Eram dedos largos e firmes lhe penetrando. Conseguiu perceber até 3 dedos lhe abrindo toda, e socando fundo dentro dela, quando gozou forte, gemendo como nunca.

Sentia-se toda arrombada, toda melada e as pulsações de prazer ainda no corpo, quando, percebeu que algo lhe penetrava novamente. Era viril, tão ou maior que ela sentia com mãos.

Sem nenhuma calma, sentiu aquilo de uma vez, quase desmaiou de dor. Longe de tudo que conhecia e numa violência, sentiu bater dentro de si.

Era socada, sem dó. Machucava, mas lhe dava um tesão, enorme, sentir que podia agüentar um mastro daquele tamanho lhe invadindo.

Nisso, sentiu algo na sua boca. Era o outro, enfiando-lhe o outro pau na boca. Com o tesão que lhe invadia o corpo, não negou, chupou o que pode, mas amarrada estava nas mãos do moço. Empolgado, sufocava-lhe a garganta, socando tão fundo quanto o outro na sua buceta.

Engasgava, mas sentiu que era tão grande quanto o outro.

O que lhe penetrava começou a urrar, sentiu aumentar a pressão, ela já havia gozado umas 3 vezes, quando percebeu, que ele lhe encheu a buceta de porra. Sentia aquela coisa quente dentro dela, jorrando sem parar o que lhe fez gozar de novo.

Tentando buscar forças, sentiu aquele pau saindo de sua boca. Achou que tinha acabado, quando, de repente...

O pau que ela estava chupando, chega na porta do anel.

Tentou retrair, mas levou outro tapa na cara e mais dois beliscões doloridos nos mamilos, já machucados pelas mordidas anteriores, achou melhor relaxar...

Sentiu algo imenso lhe rasgar as pregas. A dor era imensa, posição horrível, algo que ela nem pensava em fazer um dia estava acontecendo, e pior, com totais desconhecidos.

Ao menos, não foi bruto como o outro, mas não parava de entrar. Tentou relaxar e sentiu mais bebida na boca, sabia que não podia resistir, então, bebeu mesmo, pra acabar logo.

Mesmo mole de tanto gozar e da bebida, sentia aquele pau teso e grande invadido-a.

O violentador empolgou-se, sentindo-a toda apertada. Começou a socar forte no cuzinho dela. Ia “metendo”e xingava. Abria o que podia, pra socar mais fundo. Saia sangue, mas ele estava gostando demais para se comover com isso, ou com os gritos e lagrimas que via escorrer dos olhos da moça.

Mas aos poucos, ela sentiu um calor lhe invadindo e começou a sentir tesão naquela violência toda. Começou a rebolar, o que podia, e o rapaz, percebendo, deixou mais dentro e xingando-a,andava que ela rebolasse mais...

- Rebola mais, sua vadia, rebola.. Sinta meu pau te fudendo todinha, você sempre quis isso, ta na cara que você está amando, sua putinha gostosa, rebola, isso...

Isso a deixou louca de tesão, não conseguia controlar seu desejo, estava a ponto de per para que ele socasse com mais força, ela estava adorando ser devorada por um estranho...

Até que ela sente sua buceta molhar de tesão e o rapaz também, encher seu cuzinho de porra, urrando de tesão...

Deram mais bebida a ela, que sem resistir, apenas bebeu e queria só relaxar e esquecer aquilo tudo (ou “quase” tudo).

Adormeceu vencida pelo cansaço, pelo tesão, pela dor e pela bebida...

Acordou, dentro de seu carro, vestida, parado no estacionamento de um shopping, com dor de cabeça.

Não sabe quanto tempo passou, mas ao olhar no espelho, viu as marcas roxas dos tapas, e sentiu as dores provocadas pelo sexo, estaladas pelo corpo, então sabia que não foi um sonho (nem um pesadelo)...